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Backend

Por que migrei para Postgres com PlanetScale

Postgres nunca foi minha opção favorita. Mas quando PlanetScale anunciou suporte a ele... tudo mudou.

Por que isso é importante

Por que migrei para Postgres com PlanetScale. Postgres nunca foi minha opção favorita. Mas quando PlanetScale anunciou suporte a ele... tudo mudou.

De volta ao Postgres... com ressalvas

Depois de inúmeras experimentações com diferentes bancos, voltou o tópico inevitável:
por que não usar Postgres? A pressão da comunidade e o amadurecimento da stack fizeram
sentido — mas não foi uma mudança trivial.

A experiência anterior com PlanetScale e MySQL foi ótima, então voltar a um ambiente
Postgres natural exigiria sacrifícios... até PlanetScale anunciar suporte oficial.

PlanetScale amando Postgres (finalmente)

A grande virada foi o lançamento do PlanetScale Postgres — uma camada de execução
baseada na experiência NVMe + metal da empresa. O segredo: integração quase invisível
com a infraestrutura existente baseada em Vitesse.

O casamento improvável: PlanetScale + Convex

Convex precisava de uma solução robusta de replicação e sincronização para escalar o
T3Chat em múltiplos dispositivos. A junção do plano PlanetScale com Postgres resolveu o
dilema de front sincronizado com backend resiliente.

Atenção

A utilização de Postgres pela PlanetScale não é um fork. É Postgres puro rodando sob
arquitetura otimizada e containers com discos NVMe locais. Isso impacta diretamente
latência e throughput.

Por que PlanetScale apostou em MySQL antes?

A resposta não é o MySQL em si, mas o Vitesse. Essa tecnologia permite sharding
automático, replicação elástica e tolerância a falhas — valores que Postgres não traz de
forma native.

MySQL foi o transporte ideal pela capacidade de desmontar e modular os componentes
facilmente. Em contraste, o Postgres possui elementos muito mais acoplados.

Mas como o Postgres da PlanetScale é tão rápido?

A grande mágica está no uso de drives NVMe locais. Cada instância roda com armazenamento
embutido, evitando hop de rede e reduzindo latências absurdamente.

Ao contrário de modelos como Aurora ou Heroku, PlanetScale distribui CPU e storage na
mesma unidade física, o que elimina gargalos de I/O convencionais.

Info técnica

NVMe é interface PCIe direta com a CPU. Isso elimina as camadas intermediárias e
transforma cada leitura/gravação em operações exponencialmente mais rápidas.

Vantagens práticas: resiliência e elasticidade extrema

Cada banco na PlanetScale renasce a cada 30 dias. Réplicas são disparadas para zonas
extras e, caso uma unidade falhe, a operação migra automaticamente para outra. Isso é
possível porque o software espera que falhas ocorram.

Benchmark: PlanetScale vs competidores

Com 64 conexões simultâneas, a instância Postgres com 4 vCPUs + 1TB de disco NVMe
superou soluções como Neon, Supabase e Aurora com velocidade até 50% superior.

PlanetScale Postgres

Postgres real rodando em cluster com drives NVMe locais

+ Prós

  • • Performance bruta absurda
  • • Tolerância a falha nativa
  • • Escalável por zona

− Contras

  • • Infraestrutura de alto custo
  • • Ainda em early adoption

Neon

Postgres serverless com separação de storage e compute

+ Prós

  • • Auto-escalação moderna
  • • Baixo custo para devs

− Contras

  • • Latências maiores
  • • I/O instável em carga alta

Mas e a autenticação? Entra o WorkOS

Na hora de escalar permissões e integrações corporativas, o WorkOS entrou como sidekick
ideal. Evitou perder clientes por implementações frágeis e acelerou o onboarding.

Dica prática

O flow de integração do WorkOS é usado por Vercel, OpenAI, Plaid e Replit — ou seja,
já confiável em ambientes de produção pesada.

Lessons learned

Evitar fanatismo tecnológico. Foi preciso abrir mão da preferência pessoal contra
Postgres para reconhecer que a arquitetura da PlanetScale poderia fazer sentido.

Ferramentas mencionadas

Checklist de aprendizados importantes

Checklist de Implementação

  • Entendeu o valor de camada NVMe local em performance bruta
  • Reavaliou sua stack para tolerância de falhas real
  • Aprendeu como casamentos entre produtos podem impulsionar sua infra
  • Descobriu o poder do Vitesse por trás do PlanetScale
  • Analisou benchmarks reais em comparação com o mercado

Perguntas frequentes

Por que PlanetScale apostou em MySQL antes?

A resposta não é o MySQL em si, mas o Vitesse. Essa tecnologia permite sharding automático, replicação elástica e tolerância a falhas — valores que Postgres não traz de forma native. MySQL foi o transporte ideal pela capacidade de desmontar e modular os componentes facilmente. Em contraste, o Postgres possui elementos muito mais acoplados.

Mas como o Postgres da PlanetScale é tão rápido?

A grande mágica está no uso de drives NVMe locais. Cada instância roda com armazenamento embutido, evitando hop de rede e reduzindo latências absurdamente. Ao contrário de modelos como Aurora ou Heroku, PlanetScale distribui CPU e storage na mesma unidade física, o que elimina gargalos de I/O convencionais.