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Empreendedorismo

Projeto OPB: Mudanças Desde 2023 e o Que Isso

Do Projeto Valinor ao Projeto OPB, passando por um lançamento histórico e uma confusão de nomes que deixou o criador acordado de madrugada. Veja o que esse percurso

Por que isso importa

Do Projeto Valinor ao Projeto OPB, passando por um lançamento histórico e uma confusão de nomes que deixou o criador acordado de madrugada. Veja o que esse percurso ensina sobre posicionamento e comunicação.

O Começo: De 2018 Até o Primeiro Lançamento Digital

A jornada começa em 2018, com vídeos sobre livros e zero faturamento. Em 2019 veio o primeiro lançamento de um infoproduto, o curso AmiLer, sobre leitura. Em dezembro daquele mesmo ano, saída do emprego. Em 2020, 100% na internet. Em 2021, uma oportunidade como copywriter que evoluiu para head de aquisição e comunicação de uma empresa. Em 2022, saída dessa empresa porque o negócio próprio já superava o salário.

Esse histórico importa porque em 2023, quando o criador já tinha 411 mil seguidores no Instagram e 15 mil no YouTube, ele tinha mais de 4 anos de aprendizado acumulado sobre o digital. O que ele foi lançar não era novidade pra ele: era a sistematização do que já estava fazendo.

O primeiro produto sobre o método foi o Projeto Valinor, lançado num story do Instagram em maio ou junho de 2023. A ideia inicial era simples: um grupo de WhatsApp onde o criador ensinaria tudo que sabia. Essa simplicidade de formato é instrutiva. Não começou com plataforma cara, não começou com estrutura elaborada. Começou com o que estava disponível.

O Nome Valinor e Por Que Ele Precisava Mudar

Valinor é o paraíso terrestre do universo criado por Tolkien em Senhor dos Anéis. O nome foi escolhido com afeto, conectando com O Condado, outro produto do mesmo ecossistema. Faz sentido internamente. O problema é que externamente, num negócio sério sobre construção de negócios, um nome que remete a fantasia medieval cria uma dissonância.

Não é que o nome seja ruim. É que ele não representa mais a identidade do negócio quando esse negócio cresceu, ganhou seriedade e passou a ter cases concretos de resultado. A marca precisa acompanhar a maturidade do produto. Quando não acompanha, a percepção externa e a percepção interna ficam desalinhadas.

Essa é uma lição pra guardar: nomes que fazem sentido num estágio inicial do negócio podem ser um obstáculo em estágios mais avançados. E mudar nome não é fraqueza, é evolução. O difícil não é tomar a decisão, é comunicar a mudança de forma que os clientes antigos não se sintam perdidos e os novos entendam o que está acontecendo.

Março de 2025: O Melhor Mês da História do Negócio

Em março de 2025 foi lançada a OPB School como produto independente: uma formação completa em One Person Business, com acesso mais acessível do que o Projeto Valinor. O lançamento foi um marco. O faturamento daquele mês foi o maior da história do negócio até aquele momento.

Para ter dimensão: o lucro daquele mês equivalia a aproximadamente 4 anos do salário que o criador recebia como head de aquisição. Isso é o tipo de dado que muda a perspectiva sobre o que um negócio digital bem construído pode gerar quando o timing, a audiência e o produto se encontram no momento certo.

Mas aqui vem um ponto importante: o sucesso de um lançamento não significa que o produto deve ser mantido como estava. Logo depois, ao olhar pra OPB School como produto de aulas gravadas vendido em lançamentos, ficou claro que a manutenção desse formato criaria uma tensão com o produto principal, o Projeto Valinor.

A Confusão de Nomes e o Que Ela Ensina Sobre Comunicação

A decisão de incorporar a OPB School dentro do Projeto Valinor e renomear tudo pra OPB School criou uma confusão que ficou documentada em tempo real. Clientes antigos continuavam chamando de Valinor. Clientes novos achavam que tinham comprado só aulas gravadas. A mensagem no caixinha do Instagram refletia essa bagunça.

O criador foi direto sobre isso: estava dormindo preocupado semanas antes de fazer o vídeo de esclarecimento. Isso é uma lição sobre o custo psicológico de uma comunicação confusa. Não é só o cliente que sofre com isso. A ambiguidade no posicionamento de um produto drena energia de quem está vendendo também.

A solução foi simples: um vídeo de comunicação transparente explicando que o Projeto Valinor passaria a se chamar Projeto OPB, que a OPB School como produto de aulas separado não estaria mais disponível para compra individual e que quem entrasse no Projeto OPB ganharia acesso à formação como parte do pacote. Sem mistério, sem spin. Direto.

As Quatro Fases do Projeto OPB: O Método em Si

Por trás da confusão de nomes existe um método com quatro fases claras. A primeira é mentalidade e posicionamento: antes de criar qualquer coisa, você precisa entender quem você é, para quem você fala e como quer ser percebido. É a fundação. Sem ela, tudo que vem depois fica frágil.

A segunda fase é criação de conteúdo. No contexto do método, isso significa YouTube, Instagram e e-mail. Não porque outras plataformas sejam inúteis, mas porque essas três são as mais validadas ao longo do tempo para construir audiência e gerar vendas de forma consistente. O Substack aparece como alternativa moderna ao e-mail tradicional.

Fase três: produtos, serviços e ofertas. Aqui entra a criação do que você vai vender. Pode ser infoproduto, mentoria, serviço ou produto físico. O ponto central é que cada produto precisa de uma oferta bem construída, não só de um produto bem feito. Produto sem oferta não vende.

Fase quatro: processos de venda. Lançamento, funil evergreen, venda consultiva via WhatsApp. Cada processo tem seu momento certo de uso. O erro é achar que existe um processo universal que funciona pra tudo. O método ensina a identificar qual faz sentido no estágio em que o negócio está.

O Que Esse Percurso Ensina Sobre Construir e Reposicionar Produtos

A história do Projeto OPB desde 2023 é um caso aplicado de como negócios digitais evoluem na prática. Você lança com o que tem, valida, cresce, cria confusão, corrige, comunica e segue. Esse ciclo não é um sinal de amadorismo. É o processo normal de um negócio que está respondendo a sinais reais do mercado.

O que diferencia quem passa por esse ciclo com agilidade de quem fica preso nele é a disposição de ser transparente com a audiência. Quando você explica o raciocínio por trás das mudanças, a maioria das pessoas entende. O que gera desconfiança não é mudar, é mudar sem explicar.

E tem um dado que resume a validação do produto melhor do que qualquer argumento: mais de 600 pessoas dentro do projeto em dois anos, com uma taxa histórica de 2% a 3% de reembolso. Em qualquer mercado, esses números falam por si mesmos. O tempo de existência e o volume de clientes satisfeitos são as provas mais difíceis de fabricar.